Sobre a coluna Confessions of a Full-Time Wizard

Eu andava a fim de escrever algo sobre a Dragon Magazine. A atual Dragon Magazine by the way, mas decidi falar um pouco sobre uma escritora da dragon: Shelly Mazzanoble. Obviamente poucas pessoas acompanhavam a antiga Dragon Magazine, pela língua estrangeira e pelos preços nada convidativos da distribuidora oficial no Brasil. A vantagem agora pelo menos, é que com o formato digital (leia: PDF) o preço fica um pouco mais universal (ao menos para os felizardos que possuem um cartão de crédito internacional… =/ )
Mas voltando ao assunto. A coluna dela é, de longe, a que mais me chama atenção nessa nova “revista”. Não pelo conteúdo, infelizmente eu ainda tenho a péssima de mania de olhar as classes, feats, equipamentos antes de qualquer outra matéria em cada dragon. Eu gosto da coluna dela porque quando leio me identifico, especialmente pelas burradas que já fiz um dia como jogador ou mestre. Mas o que mais me chama a atenção é que ela mostra um lado mais humano do role playing game… Eu sei que parece enrolação, mas ela (talvez sem perceber) escreve sobre o que acontece com você quando você de um dia para o outro faz parte desse grupo estranho que anda por aí com livros debaixo do braço, se reúne nos fins de semana e de vez em quando recebe a alcunha de adoradores do capeta.

E você deve estar se perguntando “Mas afinal o que ela escreve?” Em primeiro lugar ela escreve sobre a vida dela como mulher jogadora (e agora mestre) de D&D. Em segundo porque o discurso dela não é apenas de um ser XX jogando RPG (e vocês sabem como isso é raro!), mas mais do que isso é de alguém conhecendo nosso mundo. E porque eu acho a coluna dela tão boa? Porque ela discute coisas que em 30 anos de existência (do RPG, não a minha…) eu nunca vi ninguém se quer tocando no assunto. Ela conta basicamente histórias pessoais, ocorridas em sua maioria durante jogos de RPG. Seja como jogadora ou mestre o que ela mostra é praticamente um diário de um novato. Situações confusas, engraçadas quando você não entende bem o sistema, as coisas boas e as pressões principalmente de ser mestre ou um jogador. Ou como tentar explicar o que é RPG para o resto do mundo (e não conseguir). Na verdade são artigos bem fáceis de ler (in English… infelizmente) e parecem simples historinhas na sua revista de opções para personagem mas, na minha opinião, revela sem querer aquilo que todos nós já passamos um dia e ninguém teve coragem de nomear…

A coluna para quem ficar curioso: Confessions…

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