04
Jun
Quarta edição não sai do chão
por Purple Viking - 4E, d20
Essa riminha mané tem um motivo, expressar o que acredito haver de “mal acabado” na quarta edição. Não que ela não tenha acrescimos, sejamos sinceros, é o único sistema que possui uma mecânica que realmente promove estratégias em grupo, uma real experiencia de combate em grupo, e não um bando de estrelas individualistas como em geral é a seleção brasileira.
Mas, nem tudo são flores. A quarta edição perdeu a noção de realidade em vários pontos em nome de um sistema redondinho. Falar de realidade num jogo de fantasia é complicado, mas vamos lá tentem me acompanhar.
Primeiro, as chances de acertar e os danos estão muito mais próximos, entre as classes, do que nunca. Ja se foi o tempo em que o fighter era o único capaz de ultrapassar a carapaça dura do monstro, ou onde o wizard era o único que fazia efeito nas criaturas mágicas e voadoras e assim por diante. É muito mais socializado, mas mesmo assim se perde aquela idéia de nicho, de especialidade, onde o efeito específico que cada gera é um diferencial e oferece novas ações que sem ele eram impossíveis. Ex: O canto do bardo, que podia anular efeitos mágicos sonoros como cantos de sereias e gritos de harpias; ter um bardo no grupo significava um auxílio bem diferente do que ter um monge, mas hoje ele é um leader, e outro leader ocupa sua posição facilmente.
Nunca d&d esteve tão próximo de um wargame. Uma volta as origens…
Segundo e último, eu até falaria mais, mas críticas a gente tem que dosar. Sobre aquele negócio de realidade que citei, existem vários exemplos ao longo do sistema, mas vou falar sobre um em específico que acredito ilustrar a minha questão e o título do artigo.:
http://www.wizards.com/dnd/files/excerpts/PH2_PP_SH.pdf
Que #$@% de druida que se transforma em falcão, melhor, que se especializa em mudar de forma e pega um paragon path chamado Sky Hunter (que por sinal é umas figuras de ave de rapina mais animais que eu ja vi na vida), e só pode dar 1 ataque nessa forma?? Ainda por cima no vigésimo nível?? Ainda mais por nem ser um ataque das garras ou bicos mas um ataque de trovão. Se você não pode atacar na forma de falcão, então devia pelo menos se chamar Sky Taxi, por que é o que ele faz, te leva de um lugar ao outro.
Pronto, eu disse! Manda a ver galera, todo sistema tem suas falhas, e o quarta também, só queria poder jogar com aquilo que a classe me promete.













Comentários
Viva o socialismo entre as classes! Finalmente ele provou não ser utopia. Pena que essa teoria politica governamental tão almejada pelos autruistas se tornou realidade em D&D e não no mundo real.
Agora, tenho que admitir a Wizards foi brilhante em um detalhe: Quem quer ser o segundo clérigo que lança um rainho de fogo pelo símbolo sagrado? Seja o warlord que faz o guerreiro bater de novo! Depois da décima campanha diferente realmente vamos estar sedentos por uma nova edição…
Digo e repito, o DMG 4th é um dos melhores livros para mestres já escritos. O sistema de desafios é uma grande idéia que acredito que será extemamente mal utilizada pelos mestres brasileiros (que são os únicos que possuo parâmetros para fazer uma previsão como essa).
Mas apesar de tudo, pra mim, D&D éuma versão do WoW onde não se precisa de uma placa aceleradora 3D.
PH
04/06/2009
Hahaha, Foda!
Pena que vc pegou leve, por que concordo com 100% do que vc falou.
Como sistema de jogo pra mim não serve, sou mais oldschooler que isso.
Abraços
Antonio Sá Neto
04/06/2009
Eu não sou fã de D&D. Jogaria se alguém me convidar e eu tiver acesso às regras para saber o que fazer, mas não gostei da 3° edição e provavelmente não gostarei dessa, se levar em conta que muita gente [muita mesmo] diz o mesmo que você: que o jogo está voltando a ser video-game de papel.
Vou esperar para ver o sistema com os próprios olhos e quem sabe eu mude de idéia, né!
Nordestinus
05/06/2009
Salve!
Concordo contigo em certos pontos sim.
Inclusive criei no meu blog um build-tapa-buracos para o druida, que acho que pode funcionar.
mas existem outros problemas q provavelmente só serão “ajeitados” em futuros suplementos.
Rey Ooze
08/06/2009
Opa, eu sou um dos poucos que gostaram da 4E, mas realmente eles erraram feio em algumas coisas. Ainda sinto falta de classes desbalanceadas mas diferentes (pelo menos). E com o pobre do Druida então…
Na verdade eu sinceramente duvido que corrijam alguma coisa. Na 3E por exemplo o Monk ficou ruim do começo ao final. Dúvido que mudem esse comportamento…
Silver Tuareg
09/06/2009
Bom dando a cara a tapa aqui, achei muitas mas muitas coisas mesmo a favor do 4E, e a principal delas que ninguém citou, foram os itens mágicos, um personagem de 4E tem eficácia de 80% ou mais contra inimigos de nivel equivalente com itnes mundanos, agora, coloque só para exemplificar um grupo de 4 personagens de 10nv de 3,5 só com itens mundanos enfrentando um monstro de CR 10 também. Depois faça o mesmo teste com todo mundo equipado, a diferença é gritante. Dessa forma a fantasia fica apenas no equipamento que você possui.
O equilibrio entre os personagens e as Roles ficaram lindas pra mim, a eficácia de um trabalho em grupo é muito interessante, e principalmente todos os personagens mantém a eficácia durante o dia inteiro, quantos guerreiros, logo após uma árdua batalha prontos para continuar a explorar a masmorra ouvem a seguinte frase do mago ou clérigo do grupo: - Vamos parar para descansar estou sem magias (em resumo se um outro confronto acontece eles servem de alvo ou ficam usando itens mágicos que são os personagens ao invés do contrário).
Agora o grande contra de 4E é uma coisa que discuti algumas vezes com alguns colegas, você pode ter um Epic destiny ser um Demi god e não significar nada porque o seu nível de ação é muito restrito, diferente por exemplo do mago de 3,5 que consegue destruir de maneira eficaz cidades inteiras.
André
14/06/2009
HEHEHEHEHE! O importante é jogar se for o 3,5E ou 4E não importa!!
Falando sério, esse pobre mortal vai dizer a 4E ficou bem legal, olhando é claro pelo lado do jogo, acho q ficou mais rápido e prático, no começo fica um pouco confuso, nada que logo vc não supere. Mas o andamento do jogo ta bem legal. Sobre o 3,5E somente restou a saudade.
Torin
16/06/2009
Vou te dizer uma coisa que me deixou muito desapontado nessa 4° edição de D&D e me fez pensar que é só um joguinho de tabuleiro ao invés de estoria-jogada! magos nunca mais serão os famigerados vilões que eram! A famosa historia de invadir a Torre do Necromante é só lorota agora, pois necromante no 4° edição não mete mais medo em ninguem. pra dizer a verdade nem é mais aplicavel esse termo, já que o mago agora ou é evocador ou é um mago da guerra. diminuir o poderio do mago foi uma coisa legal, mas eles acabaram “aleijando” o mago em termos de background ou historia. regras muito boas e fluff muito ruim, isso é que define o 4° edição!
Vil de Borghwynd
08/03/2010
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