Jogar D&D ou WoW?

Então, to gostando de títulos com interrogações, e essa em específico ronda a minha mente a algum tempo: o que eu realmente quero jogar?
Não é uma pergunta sobre o que é melhor, o que é politicamente correto ou o que é mais barato, simplesmente uma pergunta que eu faço para mim mesmo querendo entender o que me faz jogar um ou outro.

Muitas vezes me faço essa questão retoricamente por que não tenho a opção de jogar D&D, afinal não moro com meu grupo e temos horários e compromissos que nos impedem de jogar sempre. Mas mesmo assim eu ainda me questiono se eu gostaria de estar jogando, se estar numa mesa é ou não a melhor opção.
Vou confessar que o rpg eletrônico, aqui representado por WoW (World of Warcraft) é muito mais simples, mais fácil e esta sempre pronto (tirando na terça-feira que o server fica em manutenção).
O computador não reclama de não ter aventura pronta, ele “descreve” as cenas com precisão, ele é criativo nos tesouros e nas aventuras e ele esta sempre disposto a mestrar o nada, ou seja, funcionar para mostrar seu personagem pescando ou passeando, fazendo encontros aleatórios e gastando o tempo com bobagem.
Um argumento eu sempre achei válido: melhor gastar seu tempo com mmorpgs do que com televisão, por que você troca uma interação passiva por outra ativa. E culturalmente a atividade é valorizada hoje em dia.
Mas… o rpg eletrônico (nem vou discutir se é rpg ou não, isso eu deixo para os blogistas mais tensos) tem uma falha comparado com o caseiro: o gráu da interação.
O legal de encontrar uma espada mágica não tem a ver só com sua capacidade de luta, mas com o reconhecimento social dos seus colegas na mesa de jogo, não é em sí a espada que buscamos mas aquele olhar “esse é o cara da espada mágica” que recebemos de nossos colegas quando conseguimos a arma. Interpretações psicanalíticas fálicas a parte, isso não acontece com a mesma intensidade em rpgs eletrônicos, primeiro por que ninguém te conhece, segundo por que tem uma centena de americanos/coreanos/alienígenas jogando 13 horas por dia e que estão centenas de níveis na sua frente e tiram a graça das suas conquistas.
WoW ficou do tamanho que ficou exatamente por causa das guildas e dos conjuntos de pessoas que se encontravam, para os que não sabem todo o sistema numérico, a plataforma, foi desenvolvida com a jogabilidade multiplayer na cabeça, pensando que as pessoas jogariam em grupo. O que funcionou de verdade, a jogabilidade de WoW funciona se você respeitar a divisão de papéis caso contrário o grupo desanda, não basta um bando de gente causando um dano absurdo é necessário uma estrutura correta. O que depois foi copiado por outros rpgs e eventualmente pela 4ª edição de D&D.
Ta bom eu to falando demais, vou tentar me concentrar aqui…
Jogar intensamente com estrutura mais ou menos ou jogar superficialmente com tela full HD e som surround?
Acho que a resposta é simples, e volto pro começo, DEPENDE DO QUE EU TO AFIM NA HORA:
As vezes, só as vezes, eu quero realmente entrar no jogo sem ter que conversar com ninguém me responsabilizar pelas mortes “acidentais” e subir de nível que nem uma vaca louca. As vezes eu quero entrar na pele do personagem e conversar com outros, e realizar feitos que serão reconhecidos…
E você o que acha?

8 Comments

  1. Tô fora de jogo com limitação pra quem não paga. Prefiro pagar igual a todos e ter direito a tudo. Mas é “só” a minha opinião.
    Se quiser/precisar de sugestões de servidores pra jogar, dá um toque.

  2. Opá, gostei da idéia, quais são suas indicações?
    Eu jogo no Gurubashi, Kirin Tor e Draenor (o mais recente). Sempre por causa de amigos que imploram para que eu entre nesse ou naquele para jogar com eles e depois de algumas semanas somem da face da terra, ou de Azeroth para ser mais exato…
    Falem os reinos e os personagens preferidos… Tive uma idéia vou fazer um post relacionado com classes de personagens de Wow que eu gosto….

  3. Olá, gostaria de saber qual a diversão de jogar um RPG, onde as pessoas não estão juntas? não sei se sou velho e ignorante, pois sempre gostei de jogar junto aos meu amigos, tomar uma cerveja comer uns salgadinhos, sem medo de sujar os teclados, uma diversão presente e não virtual, mas, deixo claro, não tenho nada contra quem gosta de jogar RPG online.

  4. Eu indicaria o Warsong (onde eu jogo a maior parte do tempo, de Horda) ou o Gurubashi (onde eu fiz um Death Knight da Aliança pra jogar vez ou outra com um amigo que já está lá há uns bons anos) por serem as maiores concentrações de brasileiros que tenho notícia.
    Basicamente Warsong = Horda e Gurubashi = Aliança, para brasileiros. Tem também o The Venture Co. que é um servidor menos populoso que tem uma quantidade razoável de brasileiros na Horda.

  5. Bom, respondendo ao Torin, apesar do jogo ser virtual a relação com as pessoas é real. Ainda sim é possível se divertir com amigos num jogo online. Tente imaginar um jogo de RPG de mesa mais limitado, porém menos trabalhoso. É assim que eu me sinto quando jogo WoW.

  6. Só tenho elogios para um jogo de RPG onde o mestre está acessível a qualquer momento (via a interface do jogo) e eu posso entrar a qualquer hora, jogar quanto tempo quiser (sejam alguns minutos ou várias horas) e sair a hora que quiser. Além do fato de poder jogar sozinho, com amigos ou com desconhecidos, em vários personagens diferentes.
    É assim que me sinto quanto jogo WoW.

  7. Cara já joguei WoW e Ragnarok a um tempão, e apesar de achar bacana acho que o gasto de tempo nesses jogos é muito, muito, muito maior que em outras atividades (como o RPG de mesa). Afinal, para que seu personagem atinja um nível um pouco acima do inicial, vai no mínimo umas 30 horas de jogo.
    Hoje, tenho esposa, filha, trabalho e alguns freelances e quando me sobra tempo pra jogar meia hora de Street Figther já fico feliz. Mas já estipulei que durante as madrugadas de sábado eu sempre me encontro com meu grupo de RPG, e passamos de 6 a 8 horas jogando, e interagindo muito mais que em qualquer MMORPG.
    Não digo que WoW é ruim, mas acho que é muuuito tempo gasto em uma atividade que não acrescenta muito. E mesmo a televisão tem programas bons (documentarios, jornais, TV cultura) é só selecionar o que se deseja assistir.
    Não sou contra os MMORPG, mas sei que eles comem muito tempo da vida de uma pessoa, e são bastante envolventes. Eu não aconselho pra ninguém.
    Um abraço.

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